E um pedido de desculpas Dr. António Costa?

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Mensagem por Mário Machado em Seg Jan 28, 2019 8:35 am

Observador- João Marques de Almeida

E um pedido de desculpas Dr.
Foi um momento vulgar e ordinário, muito difícil de aceitar num PM. António Costa deveria ter pedido desculpa a Assunção Cristas, aos deputados e aos portugueses. Foi indigno do cargo que ocupa.

1. Não há dúvida, o destino do Dr. António Costa é fazer o que ainda não foi feito. Foi o primeiro PM a fazer uma coligação com a extrema esquerda. E agora foi o primeiro político português a acusar de racismo um líder de outro partido. A semana passada mostrou que há problemas com minorias africanas em Portugal. Os últimos dias também demonstraram que a violência nas ruas não acontece apenas por outros lados. Não seremos ainda a França, mas também não somos o oásis onde nada acontece. Portugal já não é o país do “orgulhosamente só”. Para o bem e para o mal, somos cada vez mais um país europeu normal. Os conflitos políticos, os confrontos sociais, os radicalismos dos outros também estão a chegar ao nosso país.


Qualquer pessoa sensata diria que no final de uma semana dessas, o nosso PM deveria ser a voz da razão e da moderação. Deveria acalmar os ânimos. Mas não, fez precisamente o contrário. Acusou Assunção Cristas de racismo; e durante um debate parlamentar. O que se passou com António Costa? Irrita-se de tal modo com a líder do CDS que perdeu a cabeça? Se foi isso é grave porque um PM deve saber controlar-se. Ou foi pior, com o PM a elevar o nível do seu conhecido oportunismo político por causa das eleições que se aproximam? Quis apelar ao voto das minorias e das esquerdas mostrando que enfrenta uma suposta direita racista? Independentemente da explicação, foi um momento vulgar e ordinário, muito difícil de aceitar num PM. António Costa deveria ter pedido desculpa a Assunção Cristas, aos deputados e aos portugueses. Foi indigno do cargo que ocupa.

2. Durante a semana que passou, a crise na Venezuela agravou-se. O país está dividido e o governo perdeu autoridade. A experiência Chavista na Venezuela foi a questão externa mais complicada para o regime politico português durante as últimas duas décadas. Nota-se de resto como a Venezuela embaraça as nossas elites políticas, sobretudo entre as esquerdas. Há muito de ‘Venezuela’ na nossa política. A proximidade de negócios entre o governo de Sócrates e o então governo de Chavez só existiu por causa do modo muito particular como algumas empresas nacionais se relacionam com o Estado. Não foram apenas oportunidades de negócios. Sócrates e os seus amigos empresários sentiam-se muito mais à vontade na Venezuela Chavista do que na Suécia social democrata. Isso é que é grave.

Muitos nas esquerdas identificam-se com o controlo sobre a justiça, sobre a comunicação social, sobre a economia e com as nacionalizações impostos pela revolução socialista na Venezuela. O PCP e o BE concordam com tudo aquilo e, se pudessem, fariam o mesmo em Portugal. Vejam como os dois partidos das extremas esquerdas querem acabar com o investimento privado na saúde, sem qualquer preocupação com os cuidados dos portugueses. Se o governo aceitar as pretensões dos seus camaradas marxistas, estaremos a caminho da ‘venezualização’ da saúde portuguesa.

Aqueles que desde o início atacaram o radicalismo da revolução Chavista e previram o seu fracasso foram acusados de “neo-liberalismo” ou de pertencerem a uma “conspiração da alt-righ com origem nos Estados Unidos.” Todos nós erramos por vezes. Mas há coisa em que nunca erramos: quando prevemos o fracasso de uma experiência socialista. Até agora, foi uma taxa de sucesso de 100%.

3. A linguagem usada na televisão do Benfica contra o F.C. do Porto constituiu outra das más novidades da semana que passou. Não teve nada a ver com futebol. Assistiu-se ao apelo ao ódio de um modo indiscriminado contra todos os adeptos do Porto. Foi o único exemplo que ouvi em Portugal de desumanização de um grupo de pessoas pela sua identidade, neste caso clubística. Para perceber a extrema gravidade daqueles comentários, leiam o que Hannah Arendt escreveu sobre a linguagem do ódio contra grupos bem identificados. Não vi um único responsável do Benfica condenar aqueles comentários. A recusa da direção do Benfica em condenar os comentários e punir quem os fez é um sinal, muito preocupante, da normalização do apelo ao ódio.

A última semana, desde os acontecimentos no bairro Jamaica até aos comentários na Benfica TV, mostrou que se começa a esconder demasiados problemas debaixo do tapete. Isto não vai acabar bem.
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